Três parlamentares têm prisão decretada em operação sobre influência criminosa nas eleições de Sobral

Uma operação deflagrada na manhã desta terça-feira (11) aprofunda investigação sobre possível atuação de organização criminosa com influência no processo eleitoral dos anos de 2024 e 2026, no município de Sobral. As medidas atingem três parlamentares que tiveram a prisão preventiva decretada e foram afastados das funções por 180 dias.

Ao todo, a operação tem por objetivo cumprir 25 mandados de busca e apreensão, 14 mandados de prisão preventiva e 5 medidas de afastamento cautelar de cargos públicos. As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Zona Eleitoral de Fortaleza.

Os crimes investigados são:

  • integrar organização criminosa,
  • domínio social estruturado,
  • extorsão, na modalidade conhecida como “pedágio eleitoral
  • corrupção eleitoral,
  • impedimento ou embaraço à propaganda eleitoral,
  • lavagem de dinheiro.

Os nomes dos alvos não foram divulgados. A Operação Omertá é comandada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (FICCO/CE), pelo Ministério Público Eleitoral, por meio da 3ª Promotoria Eleitoral, e pelo Grupo Auxiliar Eleitoral (GAEL).

Conforme a Polícia Federal, três parlamentares tiveram a prisão preventiva decretada, assim como o afastamento do exercício dos respectivos mandatos pelo prazo inicial de 180 dias. Dois agentes públicos também tiveram o afastamento decretado por 180 dias.

Ainda segundo a polícia, um advogado também está entre os alvos. Ele é suspeito de integrar a estrutura da organização criminosa, exercendo funções relacionadas ao núcleo de liderança e de execução de ordens voltadas à interferência no processo eleitoral.

Buscas e apreensões de aparelhos celulares, documentos e outros materiais também integraram a ação. A operação também aplicou medidas cautelares, como a proibição do contato entre investigados e testemunhas.

Outra medida cautelar é para que a Câmara Municipal de Sobral apresente uma relação completa dos ocupantes de cargos comissionados, funções de confiança e contratados temporários vinculados à Casa, segundo a Polícia Federal.

As ordens judiciais foram expedidas a partir de representação conjunta da FICCO/CE, da 3ª Promotoria Eleitoral e do GAEL. A investigação segue sob segredo de justiça. G1

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