Quem é o chefe do Comando Vermelho em Icó que mantém contrato milionário com Prefeitura

PROPRIETÁRIO DE FARMÁCIA

O valor total em contratos desde 2021 chega a aproximadamente R$ 6 milhões

Nas redes sociais, a farmácia postou nota ressaltando que existe há 12 anos “pautada na ética, responsabilidade e compromisso”.

“Esclarecemos que participamos de processos licitatórios públicos de forma legal e transparente, conforme determina a legislação brasileira. Repudiamos com veemência tais acusações caluniosas que atentam contra a honra e a reputação de uma empresa construída com muito trabalho e respeito”Farmácia Anabelly

Nota

‘A TROPA DO CHAVES’

De acordo com documentos oficiais, o grupo de Ladislau em Icó é conhecido como ‘A Tropa do Chaves’. O empresário passou a ser investigado há pelo menos dois anos, quando o CV divulgou ‘salves’ comunicando publicamente que Icó agora era território dominado pelo grupo carioca: “foram solicitadas algumas medidas cautelares de quebra de dados telefônicos e telemáticos”, de acordo com a PCCE.

Ladislau tem alto escalão hierárquico na cidade, “sendo classificado por facções rivais como o “02” do Comando Vermelho na região. Oriundo de uma família com posses e conexões na sociedade local, Lau Neto adotou uma sofisticada estratégia de dissimulação, cultivando uma fachada de cidadão respeitável e empresário para ocultar seu profundo e duradouro envolvimento com a orcrim”, segundo a investigação.

“Sua função primordial é a de mentor estratégico e provedor de suporte logístico, disponibilizando suas propriedades como bases operacionais e refúgio para os executores de homicídios (“vaqueiros”) a serviço da facção. A confirmação de sua identidade como a enigmática figura de “Chaves”, signatário de comunicados de guerra da orcrim, foi estabelecida por meio de uma complexa análise de vínculos telemáticos e telefônicos, esmiuçada”PCCE

Lau ainda usou da sua influência “para se infiltrar em ‘comércios lícitos’ – a exemplo da instalação de parques de vaquejada e o controle de lotéricas – como uma provável fachada para lavagem de dinheiro e legitimação de seu poder econômico e social na região”.

MORTE ENCOMENDADA 

A atuação do Comando Vermelho em Icó incomodou os grupos rivais. Enquanto a facção carioca tomava o controle territorial para o tráfico de drogas, a GDE e o PCC traçaram a morte de ‘Lau Neto’.

O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou Cosme Henrique Maia Bezerra, o ‘Gordão’, João Henrique de Oliveira Mendonça Leal e José Itamar Felipe Silva, o ‘Neguim’ por integrar a organização Guardiões do Estado, “atuando como ‘vaqueiros’ (matadores) da organização criminosa, sendo responsáveis por executar o plano de assassinar o investigado Ladislau Pereira da Silva Neto”.

O crime teria sido encomendado por Márcio Saldanha da Silva, membro do PCC, que recebeu R$ 300 mil para viabilizar a execução “tendo repassado tal missão para membros da GDE com os quais mantêm comunicação, apesar de ser de outra organização criminosa”.

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