O Conselho de Sentença decidiu condenar o professor Leonardo Nascimento Chaves por ordenar a morte da contadora Kaianne Bezerra Lima Chaves.
Kaianne era esposa de Leonardo e foi assassinada em um crime arquitetado de forma brutal. Adriano Andrade também sentou no banco dos réus pelo crime, apontado como executor da ação a mando do professor.
Leonardo foi condenado a 41 anos de prisão e Adriano a 37 anos de prisão. Ambos os denunciados foram sentenciados pelos crimes de homicídio, corrupção de menor, furto e fraude processual.
A Justiça negou a eles o direito de recorrer em liberdade. A Leonardo também foi decretada a perda do cargo público.
Logo após a leitura da sentença, a acusação, defesa e família da vítima concederam entrevistas.
Brenda Bezerra, irmã de Kaianne disse que “fica um sentimento de alívio, ainda estamos anestesiados, a espera foi longa, mas valeu muito a pena… Espero que eles cumpram esse tempo todo. Resta da Kaianne a saudade e o amor”.
Os promotores de Justiça Luís Bezerra Neto, Geraldo Nunes e Adriely Nascimento destacaram a importância das condenações.
“O conselho de sentença deu uma resposta firme, a verdade acaba triunfando sob a mentira. A Justiça imperou sob a impunidade. O processo tinha provas contundentes. Estamos tranquilos e satisfeitos com o resultado. Todas as provas que estavam no processo foram demonstradas. A favor dos acusados tinha só as versões deles”, disse Luís Bezerra.
Adriely acrescentou que: “esse julgamento deixa uma mensagem muito clara. A sociedade não tolera e nem tolerará nenhum tipo de crime contra a mulher. Aquele que cometer, seja ordenando ou executando será devidamente responsabilizado”.
A assistência de acusação representada pelos advogados Jader Aldrin e Fernanda Cavalcante pontuaram que “foram praticamente três anos de batalha e busca deste resultado”.
“Finalmente a Kaianne tem a ‘Justiça dos homens’… As penas altíssimas aplicadas hoje não trazem a vítima de volta, mas estabelecem um marco histórico. Que esta sentença sirva de escudo para outras mulheres e de terror absoluto para covardes que planejam o feminicídio nas sombras. Nenhuma farsa é perfeita o suficiente para escapar do peso da lei. Fernanda Cavalcante e Jader Aldrin
Advogados
A advogada Jéssica Rodrigues, que representa o condenado Adriano, diz que ele “não tem nas mãos o sangue da Kaianne”, e que ele “não deveria ser condenado pelo feminicídio”.
O advogado Pedro Brasil, da defesa de Leonardo, diz entender que o entendimento dos jurados foi contrário às provas dos autos.
Relembre o caso
Os promotores de Justiça Luís Bezerra Neto, Adriely Nascimento e Geraldo Laprovitera participaram dos debates e destacaram que: “Kaianne foi assassinada pelo Adriano a mando de Leonardo, o que torna tudo mais brutal”.
Por volta das 10h30 dessa terça-feira (2) Leonardo começou a responder às perguntas dos advogados de defesa. Na versão do denunciado, ele “jamais tramaria a morte da pessoa que mais amava”.
Ainda na terça-feira (2) e nesta quarta-feira (3) aconteceram os debates, com réplica e tréplica. Na sequência, o juiz leu os quesitos e os jurados se reuniram para votar.
Contadora teve morte encomendada pelo marido
Conforme a denúncia apresentada pelo MPCE, Leonardo pretendia obter vantagem financeira com a morte da esposa, por meio de seguros de vida dos quais era beneficiário.
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