“Ele chora muito, porque está sendo injustiçado”, diz irmã de preso pela PF

O vendedor de sapatos Clisma Rodrigues dos Santos, de 29 anos, continua preso há três semanas, desde que foi alvo de um mandado de prisão preventiva na Operação Caixa Forte II, da Polícia Federal (PF). A família do jovem alega que ele é inocente.

“Só o que a gente sabe é que ele chora muito, porque está sendo injustiçado. Nunca passou por isso. É uma vida que está sendo prejudicada por causa de pessoas. Ele é um rapaz trabalhador, nunca foi preso, nunca foi revistado. Trabalhava há seis anos na mesma empresa”, afirma a irmã, a cozinheira Kátia Oliveira dos Santos, que ainda não conseguiu ver o irmão depois de ser levado para um presídio na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Segundo a família de Clisma, ele apenas emprestou a conta bancária para receber o valor da pensão do sobrinho, paga pelo pai do mesmo – que não está mais com Kátia há quatro anos. O ex-cunhado também está preso.

Questionada sobre a reclamação da família de Clisma, a Polícia Federal respondeu que não comenta investigações em andamento. A Operação Caixa-Forte II foi a maior da história da Instituição e cumpriu mais de 600 mandados, no Ceará e em outras 19 unidades da Federação.

Conforme as informações repassadas pela PF no dia da deflagração da Operação, 31 de agosto deste ano, os alvos dos mandados de prisão no Ceará eram principalmente familiares de membros da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), que recebiam uma espécie de “mesada”, para contribuir com as despesas das famílias. O recurso era proveniente do tráfico de drogas e a prática foi considerada pelos investigadores como lavagem de dinheiro.

A defesa de Clisma já ingressou com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) – Estado origem da Operação – o qual foi negado.

Já foram todas as provas do trabalho dele (Clisma). O dinheiro que entra na conta dele já foi comprovado que é o salário dele. Só que eles, infelizmente, não querem olhar com carinho e ver que ele é um inocente. Ele apenas cedeu a conta dele para a pensão do meu filho”, sustenta Kátia.

Diário do Nordeste

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