‘Cenário sombrio’: Após ataque no Irã, especialistas avaliam risco de escalada nuclear global

Ataque às instalações em junho de 2025

“Provavelmente, as plantas de enriquecimento do Irã foram realmente destruídas. Mas acontece que destruir as plantas não significa destruir o programa, porque os técnicos, os cientistas envolvidos no desenvolvimento do programa continuam vivos e com ‘know-how'” explica Marco Antônio Saraiva Marzo, físico nuclear e engenheiro nuclear.

“Esses ataques retardaram o programa nuclear iraniano, sem dúvida alguma, mas não o eliminaram”, também destaca Matias Spektor, professor de relações nternacionais Fundação Getúlio Vargas (SP).

As potências nucleares mundiais

“O Irã tem vários grupos no Oriente Médio que são aliados dele. Hezbollah, Hamas, os Huthis, no Iêmen, que podem efetivamente fazer ataques em seu nome. São grupos que estão enfraquecidos, mas que eventualmente podem recorrer, por exemplo, a táticas terroristas na região e fora da região”, explica o especialista.

Mas esses grupos não têm armas nucleares.

O futuro das armas nucleares

“Tem conversas a esse respeito na Coreia do Sul, na Alemanha, na Polônia, no próprio Japão”, aponta o professor.

E não é só isso. Para o físico, existem alguns pontos importantes em jogo para entender o futuro das armas nucleares:

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