“Muita tristeza mesmo para todos nós, e decepção”. Foi assim que Isorlanda Caracristi, mãe de Isabelle Caracristi, reagiu à soltura de João Munhoz Neto, namorado da jovem e investigado por suspeita de indução ao suicídio e violência psicológica.
João Munhoz deixou o presídio em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza, na tarde de quinta-feira (1º), após decisão da Justiça. Ele havia sido preso no dia 22 de setembro.
A prisão preventiva foi revogada pelo juiz da 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza, após pedido da defesa e manifestação do Ministério Público. A liberdade foi concedida com medidas cautelares, incluindo monitoramento eletrônico, distanciamento dos familiares de Isabelle e proibição de se ausentar da comarca.
Em entrevista ao g1, Isorlanda afirmou que a família recebeu a decisão com tristeza e que continuará buscando Justiça.
“Mas nós vamos continuar lutando porque nós vamos até o fim, para termos a justiça”, declarou a mãe da universitária. Segundo ela, as advogadas da família analisam quais medidas jurídicas ainda podem ser adotadas.
A defesa de João Munhoz, por sua vez, sustenta a inocência do investigado. A advogada Lígia Peixe afirmou que ele não teria obstruído a Justiça e que pretende demonstrar, ao longo do processo, a inocência do cliente em relação às acusações.
A investigação sobre a morte de Isabelle Caracristi, de 22 anos, continua. Até o dia 28 de setembro, a Polícia Civil do Ceará havia ouvido 28 pessoas, enquanto a Perícia Forense havia concluído 13 análises relacionadas ao caso.
Celulares, outros dispositivos eletrônicos e imagens de câmeras continuam sendo analisados pelas autoridades, que buscam esclarecer as circunstâncias da morte e reconstruir a cronologia dos acontecimentos que antecederam o caso.
📌 Fonte: g1 Ceará
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