Viúva de vaqueiro morto relembra planos do casal e cobra prisão do suspeito

“Ele era muito carinhoso, muito provedor dentro de casa. Além de ser meu marido, era meu amigo, pois a gente era muito apegado. Sempre que podia eu estava estava com ele nas corridas”, falou Kamila.

Pedido de justiça

No último fim de semana, Kamila e os parente de Dadá Guedes se reuniram para pedir justiça e a prisão do suspeito, que está foragido há mais de uma semana.

É uma coisa que a gente fica totalmente sem rumo, sem saber o que fazer da vida. Todo o dia eu fico no celular tentando buscar respostas para saber se ele [suspeito] vai pagar por esse crime, se a polícia vai conseguir prender ele. A gente quer justiça”, disse Kamila Oliveira.

Após a missa de 7º dia da morte do vaqueiro, realizada na Igreja Matriz da cidade, o grupo saiu em caminhada até a sede da prefeitura.

No trajeto, um carro de som foi usado para cobrar por justiça. Ao chegar na sede da prefeitura, os manifestantes colaram cartazes.

Família contesta motivação

Inicialmente, uma testemunha relatou ao g1 que o crime teria sido motivado porque o suspeito queria que Dadá Guedes dividisse com ele uma parte do valor ganho na competição, mesmo sem o suspeito integrar a equipe do vaqueiro.

A vítima já havia dividido o prêmio de R$ 2 mil do 1º lugar da competição com outro competidor, ficando R$ 1 mil para cada um.

No entanto, a família de Dadá Guedes contesta essa versão do interesse do suspeito no prêmio da vítima e acredita que Sasom Boiadeiro “agiu com crueldade” com outro motivo, que ainda está sendo investigado pela polícia, segundo os familiares da vítima.

“Esse ‘cara’ não tinha nada a ver com a premiação, ele não estava correndo com o Dadá. Ele matou por pura crueldade e a gente quer justiça”, disse uma parente de Dadá Gudes, que terá a identidade preservada.

Conforme a organização do torneio, antes de ser morto Dadá foi à arena com os outros vencedores para receber o troféu da vaquejada. No entanto, deixou o local antes de pegar o dinheiro, que foi recebido pelo patrão para repassá-lo.

Sasom Boiadeiro participou da mesma vaquejada que Dadá Guedes, mas em categoria diferente. Ele competiu no sábado (6), na categoria “Master”, que reúne competidores com mais de 40 anos, mas não se classificou para a etapa final disputada no domingo.

Já Dadá Guedes disputou a categoria “Aberto”, que reúne vaqueiros amadores e profissionais, sem restrição de nível técnico.

Outro vaqueiro, amigo da vítima, que também ficou em 1º lugar e dividiu o prêmio com ele, disse ao g1 não saber a motivação do crime e destacou que o suspeito do crime não teria direito a nenhum valor do prêmio, uma vez que sequer chegou à fase final.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), a Delegacia de Quixeramobim está a cargo das investigações sobre o caso e faz buscas para capturar o suspeito do crime.

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