Missa de Santo Antônio, em Barbalha, tem Elmano e Ciro com aliados em lados opostos

Gritos de apoio dentro da Igreja ao término da missa

As duas comitivas acompanharam a missa nas primeiras filas da Igreja, sentadas em lados opostos, e o clima, durante a celebração, foi de concentração e tranquilidade. Mas, o cenário mudou ao término.

Apoiadores de ambos os lados, ainda dentro da Igreja, entoaram gritos de apoio e a situação ficou acalorada quando as duas comitivas deixavam o local. A situação chegou a ser repreendida pelo padre ao microfone. 

Após a celebração, a comitiva do governador Elmano de Freitas saiu em cortejo pelas ruas de Barbalha. Questionado pelo Diário do Nordeste sobre os gritos no interior da Igreja, o governador afirmou que a festa religiosa não deve ser associada à disputa eleitoral. 

“A igreja é um lugar para unir os filhos de Deus, não é lugar para fazer política eleitoral, é lugar para a gente fortalecer a fé”, declarou. Ao ser questionado, Elmano também disse que não teria problemas em cumprimentar Ciro Gomes na celebração religiosa.

Após a missa, na saída da igreja, Ciro Gomes também falou à imprensa e destacou a relevância do Cariri para o Ceará, além da importância da Festa do Pau da Bandeira para a cultura brasileira.  “Isso aqui virou uma festa do Brasil. Nós precisamos reforçar essa festa e dar a ela cada vez mais o conteúdo cultural e religioso que ela merece”, afirmou.

Ao comentar o cenário eleitoral, Ciro voltou a fazer críticas a Camilo e rebateu questionamentos sobre a presença de bolsonaristas na aliança política: a formação do grupo foi “procurar as lideranças que estavam em oposição, mas fraturadas no Ceará”.

Na entrevista, Ciro ao falar da relevância de Juazeiro, mencionou um dos feitos do irmão Cid Gomes – que está no lado político oposto – na região quando governador que foi a construção do Hospital Regional do Cariri. “Porque a gente acha que o Cariri é essencial para o Estado e não acha isso por acaso”, destacou. 

Trouxe ainda referência à história de Juazeiro do Norte e ao Padre Cícero, como “um lutador que correu o risco de morte para libertar o Ceará de uma oligarquia corrupta”. E acrescentou: “Olha como é importante a gente conhecer a história do Ceará. Eu estou nessa trilha do Padre Cícero Romão Batista para libertar o Ceará de uma oligarquia corrupta”. 

Já o senador Camilo Santana destacou a tradição de participar da festa em Barbalha. “Eu venho para essa festa todo ano, desde que sou menino. Não venho para fazer política”, afirmou. O senador também ressaltou a importância cultural do evento. “É momento de mostrar todo o potencial folclórico, artístico que o Ceará tem, que Barbalha tem” e acrescentou: “esse não é um momento para falar de política”.

Camilo também foi questionado sobre a possibilidade de Cid Gomes disputar uma vaga ao Senado, após declarar, nesta semana, que o aliado é prioridade para compor a chapa governista. Mas, neste domingo, reforçou que a definição ainda segue em discussão.

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