Policial militar do Ceará é preso por suspeita de fraude em concurso da PM de Tocantins

Não está claro se Ítalo participou do esquema como candidato que pagou para fraudar a prova, como organizador do esquema de fraude ou de outra maneira. O nome do militar, porém, consta na lista de aprovados no concurso da Polícia Militar do Tocantins.

A primeira etapa do certame foi realizada em junho de 2025. O concurso teve mais de 34 mil inscrições. Foram ofertadas 600 vagas para soldados e 60 para aspirantes a oficiais. Os salários dos cargos variam de R$ 2.881,53 a R$ 10.842,13.

Segundo a polícia, os três homens apontados como operadores do suposto esquema são:

  • um agente socioeducativo no Distrito Federal (DF);
  • um policial rodoviário federal lotado em Marabá (PA);
  • um ex-policial militar da Paraíba, que atualmente se encontra excluído da corporação por envolvimento em outros crimes.

A Polícia Militar do Tocantins informou que os investigados serão eliminados do concurso e que “as suspeitas referem-se a condutas individuais, não havendo qualquer comprometimento da lisura do certame como um todo”.

Por meio de nota, a Polícia Militar do Ceará informou que Ítalo já está recolhido no território cearense, em Juazeiro do Norte e será transferido para o presídio militar, em Fortaleza. Ele já estava afastado de suas funções em razão de problemas de saúde.

“O fato está sendo acompanhado pela Coordenadoria de Polícia Judiciária Militar e Disciplina (CPJMD) da PMCE, bem como por órgão externo e independente, a Controladoria Geral de Disciplina (CGD), a fim de garantir ainda mais isenção, transparência e rigor nas investigações”, disse a corporação.

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